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Não se assuste com terminal!

by André Luís Toledo on jun.20, 2008, under Linux, Monster SO

Quem esta habituado a usar o Windows geralmente tem dificuldades ou medo de utilizar o Linux por causa da CLI (Comand Line Interface ou Interface de linha de comando) conhecidos como terminais, mesmo que utilizando Interface gráfica os usuários acabam tendo de utilizar a CLI esporádicamente.

Usuários experientes preferen utilizar somente o modo texto para configurações do sistema, mesmo em distribuições modernas como Ubuntu que possuem ferramentas para qualquer configuração do sistema.

Esta facilidade de configuração atraiu mais usuários ao mundo Linux, mas isto não implica que nunca será necessário utilizar um terminal, mas nem por isso é preciso ter receio algum.

Ao se utilizar a CLI, você entrará em um probrama do tipo Shell (concha), e podem ser vários como bash, csh, zsh, etc. O comportamento da CLI é determinado pelo shell que você esta usando, comportamento enteda como o que acontece quando você clica com a seta para cima, quando você aperta <tab> para  autocompletar um comando ou nome de arquivo.

Os comandos que você utiliza independe do shell que você esta utilizando, pois cada comando é um programa que fica geralmente em /bin e /sbin, é claro que você não precisa digitar o endereço completo dos comando pois o seu Shell armazena o endereço em uma varável de sistema.

Abaixo segue uma tabela com os principais comando que você pode utilizar no terminal, fique atento pois em breve lançaremos um artigo complementar de manipulação de fluxo em shell e leia nosso artigo sobre configuração do VIM que é um editor de texto em linha de comando.

DOS Linux Diferenças
cls clear Sem diferenças.
dir ls -la A listagem no Linux possui mais campos (as permissões de acesso) e o total de espaço ocupado no diretório e livre no disco deve ser visto separadamente usando o comando du e df. Permite também listar o conteúdo de diversos diretórios com um só comando (ls /bin /sbin /…).
dir/s ls -lR Sem diferenças.
dir/od ls -tr Sem diferenças
cd cd Poucas diferenças. cd sem parâmetros retorna ao diretório de usuário e também permite o uso de “cd -” para retornar ao diretório anteriormente acessado.
del rm Poucas diferenças. O rm do Linux permite especificar diversos arquivos que serão apagados (rm arquivo1 arquivo2 arquivo3). Para ser mostrados os arquivos apagados, deve-se especificar o parâmetro “-v” ao comando, e “-i” para pedir a confirmação ao apagar arquivos.
md mkdir Uma só diferença: No Linux permite que vários diretórios sejam criados de uma só vez (mkdir /tmp/a /tmp/b…).
copy cp Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos enquanto estão sendo copiados, deve-se usar a opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja substituir um arquivo já existente, deve-se usar a opção “-i”.
echo echo Sem diferenças.
path path No Linux deve ser usado “:” para separar os diretórios e usar o comando “export PATH=caminho1:/caminho2:/caminho3:” para definir a variável de ambiente PATH. O path atual pode ser visualizado através do comando “echo $PATH”.
ren mv Poucas diferenças. No Linux não é possível renomear vários arquivos de uma só vez (como “ren *.txt *.bak”). É necessário usar um shell script para fazer isto.
type cat Sem diferenças.
ver uname -a Poucas diferenças (o uname tem algumas opções a mais).
date date No Linux mostra/modifica a Data e Hora do sistema.
time time No Linux mostra/modifica a Data e Hora do sistema.
attrib chmod O chmod possui mais opções por tratar as permissões de acesso de leitura, gravação e execução para donos, grupos e outros usuários.
chkdsk fsck.ext2 O fack é mais rápido e a checagem mais abrangente.
scandisk fsck.ext2 O fsck é mais rápido e a checagem mais abrangente.
doskey A memorização de comandos é feita automaticamente pelo bash.
edit vi, ae, emacs, mcedit O edit é mais fácil de usar, mas usuário experientes apreciarão os recursos do vi ou o emacs (programado em lisp).
fdisk fdisk, cfdisk Os particionadores do Linux trabalham com praticamente todos os tipos de partições de diversos sistemas de arquivos diferentes.
format mkfs.ext2 Poucas diferenças, precisa apenas que seja especificado o dispositivo a ser formatado como “/dev/fd0″ ou “/dev/hda10″ (o tipo de identificação usada no Linux), ao invés de “A:” ou “C:”.
help man, info Sem diferenças.
interlnk plip O plip do Linux permite que sejam montadas redes reais a partir de uma conexão via Cabo Paralelo ou Serial. A máquina pode fazer tudo o que poderia fazer conectada em uma rede (na realidade é uma rede e usa o TCP/IP como protocolo) inclusive navegar na Internet, enviar e-mails, irc, etc.
intersvr plip Mesmo que o acima.
keyb loadkeys Sem diferenças (somente que a posição das teclas do teclado pode ser editada. Desnecessário para a maioria dos usuários).
label e2label É necessário especificar a partição que terá o nome modificado.
mem cat /proc/meminfo, top Mostra detalhes sobre a quantidade de dados em buffers, cache e memória virtual (disco).
more more O more é equivalente a ambos os sistemas, mas o less permite que sejam usadas as setas para cima e para baixo, o que torna a leitura do texto muito mais agradável.
move mv Poucas diferenças. Para ser mostrados os arquivos enquanto estão sendo movidos, deve-se usar a opção “-v”, e para que ele pergunte se deseja substituir um arquivo já existente deve-se usar a opção “-i”.
scan Não existem vírus no Linux devido as restrições do usuário durante execução de programas.
backup tar O tar permite o uso de compactação (através do parâmetro -z) e tem um melhor esquema de recuperação de arquivos corrompidos que já segue evoluindo há 30 anos em sistemas UNIX.
print lpr O lpr é mais rápido e permite até mesmo impressões de gráficos ou arquivos compactados diretamente caso seja usado o programa magicfilter. É o programa de Spool de impressoras usados no sistema Linux/Unix.
vol e2label Sem diferenças.
xcopy cp -R Pouca diferença, requer que seja usado a opção “-v” para mostrar os arquivos que estão sendo copiados e “-i” para pedir confirmação de substituição de arquivos.

Se você quiser mais detalhes, aconselhamos consultar o Guia Foca Linux.

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1 comment for this entry:
  1. Não se assuste com terminal! | Guanabara.INFO

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